• O início da Quaresma, próximo dia 22 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, é marcado por uma significativa troca nas cores litúrgicas que são utilizadas nas celebrações católicas. O verde, uma referência às plantas e árvores, que simbolizam a esperança da vida eterna, será substituída pelo roxo, que denota penitência, aflição e melancolia. A cor é representativa, pois faz alusão aos quarenta dias de oração e jejum de Jesus no deserto, para onde foi levado pelo Espírito Santo e tentado pelo demônio.

    Considerado como um período de conversão pessoal e comunitária, a Quaresma é tempo de reaquecer a fé e buscar mudanças de vida e superação das atitudes que não são compatíveis com a condição de cristãos. O vigário do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Pe. Idemar Costa, destaca que os fiéis católicos devem viver, não somente na Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, a busca pelo Reino de Deus.

    “Isso significa abandonar o egoísmo, o orgulho, os preconceitos e outros sentimentos contrários a Lei Divina, para aderir incondicionalmente à construção de uma sociedade justa e fraterna, reflexo autêntico do que anunciou Cristo com sua vida, morte e ressurreição”, explica.

    O vigário avalia que a Quaresma, em especial nos tempos atuais, exige dos cristãos o compromisso de não fechar os olhos às desigualdades, sofrimentos e injustiças, e estreitar as relações com Deus-Pai através da reflexão, oração, conversão espontânea e sincera à Palavra; e, obviamente, praticando a caridade.

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